Hoje vivi um dos momentos mais especiais da minha jornada profissional, durante o lançamento do nosso livro na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Enquanto a movimentação ao redor do estande aumentava e as pessoas tiravam fotos, uma criança se aproximou, curiosa. Ela olhou para mim, observando as capas e as pessoas ao nosso redor, e perguntou com simplicidade: “Foi você que escreveu esse livro?”
Eu sorri e disse que sim. A curiosidade dela era contagiante. Em seguida, ela perguntou se no livro eu ensinava a criar jogos. Foi uma pergunta inesperada, mas que trouxe à tona a essência do que nosso trabalho representa. Eu expliquei que, apesar de o livro não ensinar a criar jogos diretamente, ele mostrava como coordenadores e diretores podem oferecer as ferramentas e condições necessárias para que os professores ensinem seus alunos a criar jogos e a explorar diversas tecnologias para aprender qualquer coisa.
Seus olhos brilharam ao ouvir isso. Ele ficou tão impressionado que me disse que iria correndo falar com a professora dele. O entusiasmo daquela criança refletiu o impacto que buscamos com nosso trabalho – a conexão entre educação, inovação e o desejo de aprender.
Depois de um tempo, ele voltou, meio sem jeito, e me disse que a professora adorou a ideia, mas que já não tinha mais dinheiro no cartão para comprar o livro. Esse momento me marcou profundamente. Não só pela situação em si, mas porque simboliza a vontade genuína de transformar o aprendizado através da tecnologia e da inovação, algo que muitas vezes esbarra em barreiras como recursos limitados.
Nosso livro não é apenas uma obra para educadores e gestores; ele carrega a esperança de que, com as ferramentas e o apoio adequados, qualquer professor possa transformar suas aulas em espaços de criatividade, autonomia e descobertas. A educação digital, híbrida e personalizada é uma forma de garantir que alunos como aquele menino tenham oportunidades de aprender a programar, a criar e a desenvolver suas próprias ideias.
Lançar esse livro na Bienal foi uma celebração de anos de trabalho e pesquisa, mas, mais do que isso, foi uma lembrança de que nosso esforço vai além das páginas – ele se reflete em cada criança que sonha em criar, explorar e aprender de maneiras que, para nós, antes pareciam inalcançáveis.
Momentos como esse me fazem lembrar por que estamos aqui: para garantir que professores, coordenadores e diretores tenham as condições de despertar o potencial de cada aluno, preparando-os para o mundo de hoje e do futuro. E, quem sabe, o próximo grande criador de jogos esteja entre aqueles que, um dia, cruzaram o caminho de nossa obra.


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